Abuso sexual

As crianças vítimas abuso sexual podem apresentar alterações físicas que incluem problemas anogenitais, enurese ou encopresis.

Alterações comportamentais e sexuais, agressão, depressão, perturbações do apetite e regressão. Como o exame físico da maioria das crianças vítimas de abuso sexual estão dentro dos limites normais ou não são específicos, as declarações da criança são extremamente importantes. A história da criança pode ser admitida como evidência em processos judiciais e testes psicológicos também são imprescindíveis na comprovação diagnóstica de abuso. Uma anamnese cuidadosa deve ser feita e um exame físico minucioso deve ser feito. Quando examinando a genitália da criança, é importante estar familiarizado com variantes normais e com mudanças e sinais inespecíficos de abuso sexual. Uso jurídico de testes de laboratório, juntamente com psicoterapia apropriada, devem ser avaliados individualmente. A coleção de evidências forenses é indicada em certos casos. A indicação para serviços psicológicos é importante porque vítimas de abuso são mais suscetíveis de apresentar depressão, desordens comportamentais e sexuais.Estima-se que entre 12 e 25 por cento das meninas e entre 8 e 10 por cento de meninos com idade inferior a 18 anos são vítimas de abuso sexual. Com esta prevalência alta, é muito provável que médicos e psicólogos que tratam de crianças encontrem vítimas de abuso em suas práticas clínicas. Como o diagnóstico de abuso sexual freqüentemente tem significado psíquico, ramificações sociais e legais, a avaliação das crianças que foram supostamente abusadas sexualmente pode acarretar ansiedade tanto para terapeutas, quanto para as crianças e suas famílias. É importante que o terapeuta tenha conhecimento sólido sobre a avaliação básica de crianças abusadas sexualmente e tenha ciência dos recursos disponíveis na comunidade.

Definição
O abuso sexual é definido como qualquer atividade sexual que uma criança não pode compreender ou dar consentimento, ou que viola a lei. A atividade sexual pode incluir carícias, atividade oral-genital, contato genital e anal, como também exibicionismo, voyeurismo e exposição à pornografia. O abuso sexual deve ser diferenciado de “jogo sexual” ou “comportamento próprio da idade”. Em jogos sexuais, o nível de desenvolvimento dos participantes deve ser semelhante, e a atividade deve acontecer sem coerção. Por exemplo, crianças pré-escolares visualizando a genitália um do outro sem serem forçadas, pode ser considerado como “normal,” enquanto um desenvolvimento ou um amadurecimento mais precoce do comportamento sexual da criança, pode ser uma evidência de abuso. Os molestadores podem ser parentes ou outras pessoas do convívio da criança, nas quais ela confia, e são mais freqüentemente homens. Molestadores de adolescente não são incomuns, e muitos têm uma história pessoal de abuso sexual e/ou físico.

A suspeita de abuso sexual deve ser levantada quando as crianças apresentarem mudanças súbitas de comportamento, terem problemas ano-genitais ou outros sintomas clínicos mais freqüentes. As modificações comportamentais incluem desajustes sexuais, agressão, problemas na escola, regressão (por exemplo, voltar a chupar dedo polegar, usar de um cobertor de segurança), perturbações do sono, depressão e distúrbios do apetite. O comportamento sexual desajustado é o indicador mais específico de possíveis traumas sexuais. Desordens clínicas podem incluir traumatismo ano-genital, sangramento, irritação ou coceira, disúria, infecções urinárias freqüentes, encopresis, enurese (especialmente depois que a continência foi alcançada), gravidez, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e trauma oral. As crianças podem apresentar reclamações somáticas como dor abdominal constante ou enxaquecas freqüentes, resultantes da tensão emocional.

Entrevistando a Criança
Até em casos legalmente confirmados de abuso sexual, a maioria de crianças não têm diagnóstico físico de abuso sexual. Então, a revelação da criança é freqüentemente a fonte mais importante de informação para se determinar a probabilidade de abuso. O terapeuta deve fazer perguntas relevantes para o diagnóstico e o tratamento clínico. A criança deve ser entrevistada de preferência sozinha, usando-se perguntas com temas abertos, tais como “alguém um já tocou em você de um modo que você não gostou ou de um modo que fez que você se sentir desconfortável?” É importante manter um tom neutro de voz que não constranja a criança. A entrevista clínica pode ser admitida no tribunal como uma prova e todo o roteiro ou quesitos desta, deve estar escrito, redigido de forma bem cuidada e precisa e registrado em mídia ou qualquer outro meio que garanta o sigilo das informações colhidas.

Exame físico
O examinador devia manter um comportamento gentil e tranqüilo e ter em mente que a criança está apreensiva e com medo. É extremamente útil explicar antecipadamente para a criança como e porque será feito o exame. Um exame físico completo inclui a observação cuidadosa de quaisquer dilacerações, equimoses ou petéquias. O exame físico da cavidade oral inclui inspeção do palato duro e mole para verificar a presença de contusões ou petéquias, e inspeção da garganta deve ser feita, para verificar a presença de quaisquer dilacerações que possam evidenciar penetração oral forçada.

Se o abuso sexual aconteceu até 72 horas antes do exame físico, a coleção de evidência forenses deve ser conduzida. Os kits de diagnóstico de estupro estão disponíveis no setor de emergência da maioria dos hospitais. A avaliação de abuso sexual pode ser feita em um atendimento de emergência (Pronto Socorro) ou, se disponível, em centro especializado de atendimento às crianças. Em muitos casos, o consultório do médico da família tem o benefício de ser um local mais familiar para o paciente.

Na figura da esquerda,  a posição em decúbito dorsal com as pernas abertas e os joelhos dobrados é apropriada para exame da genitália externa, mas também pode ser realizada a inspeção com a criança no colo (figura da direita.

 

A ampliação e boa iluminação são essenciais quando se examina a genitália de crianças. Um otoscópio ou, se disponível, um colposcópio podem ser usados. A demonstração dos instrumentos para a criança poder ser útil para aliviar o medo e o estado emocional da criança frente ao exame. A colposcopia permite iluminação e ampliação, realçando ou revelando alterações genitais, bem como a documentação fotográfica também é importante no caso de ações judiciais. Se documentação fotográfica não está disponível, diagramas podem ser usados para ilustrar as anormalidades ou alterações.

As mudanças na posição do exame podem afetar a visualização do hímen.  Uma menina de 11 anos de idade examinada em decúbito dorsal (esquerda), e a mesma criança examinada em decúbito ventral (direita. Note que as irregularidades himenais aparecem melhor no decúbito ventral

Variações normais do hímen:  (A) crescente. (B) anelar/”manga de camisa”

Variações normais do hímen:  (C) em forma de colar. (D) septado.

Como a posição de exame pode influenciar, é importante documentar a posição em que a criança foi examinada. O uso de tração labial pode realçar a visualização do hímen. Os grandes lábios são suavemente puxados em direção descendente e externo. Quando se fizer o exame ano-genital, é importante estar familiarizado com a anatomia pré-puberal e variantes normais. A formas himenais mais comuns são crescente, anular (ou anelar), como punho de manga, septado e fimbriado.

Exame físico de Meninas Pré-puberais e Puberais

O exame da genitália da menina pré-púbere deve ser feito, preferencialmente, com a criança em decúbito dorsal, deitada em um leito (Figura 1a). Se a criança estiver muito ansiosa, o exame pode ser feito com a criança sentada no colo da mãe (Figura 1b). No decúbito ventral, a criança é posicionada com joelhos, tórax e cabeça em contato com a mesa, e as costas em arco (lordose). É necessário um exame em decúbito ventral para confirmar ou excluir anormalidades do hímen. As púberes podem ser examinadas na posição de decúbito ventral (Figura 1c).

O estrogênio muda a aparência do hímen. À esquerda um hímen anelar de menina não púbere e à direita o hímen de uma púbere

Técnica do cateter de Foley para exame do hímen puberal

Técnica do cateter de Foley para exame do hímen puberal. Um cateter de Foley é introduzido através do hímen. O balão é inflado provocando leve retração do hímen. Este método permite visualizar melhor as áreas reduntantes do hímen.

A figura acima mostra um caso de difícil diagnóstico e interpretação. Ou é um himen roto (rompido), ou um himen normal com uma hipertrofia do óstio himenal. Neste caso, apenas uma confissão de abuso da criança pode esclarecer o achado.

Na figura abaixo vê-se uma hipertrofia do óstio himenal (orifício himenal) sendo este um achado raro, mas que pode confundir o examinador, imputando-se um quadro de abuso sexual sem que isto tenha ocorrido de fato.

Hipertrofia do orifício himenal

Mudanças himenais condizentes com trauma vaginal por penetração.

Mudanças himenais condizentes com trauma vaginal por penetração. Na figura da esquerda, transeccçõe curadas estão pesentes nas posições 4′ e 7′ horas (de um mostrador de relógio), e um entalhe está presente na posição 6′ horas. Na figura da direita, o hímen está ausente como resultado de abuso sexual crônico nesta púbere.

Criança que sofreu abuso constante e por muito tempo

Os locais de anormalidades deve ser descritos como um mostrador de relógio com a uretra na posição 12 horas e o ânus na posição 6 horas. Em meninas pré-puberes, o uso do especulo deve ser reservado para hemorragia de origem inexplicada e pode exigir um exame sob sedação. Em meninas púberes, o estrogênio faz o tecido himenal ficar mais espesso e mais complacente, ficando a descoberta de traumas mais complicada (Figure 4). O uso de um cotonete de algodão umedecido suavemente para mover o hímen pode ser útil na visualização de todos os aspectos de um hímen fimbriado ou hímen redundante. Outro método de melhorar a visualização do hímen puberal exige o uso de um cateter de Foley. O cateter é inserido na vagina, o balão é inflado e, com retração razoável, o hímen é estirado, ficando mais visível .

Um sintoma de abuso sexual que tem passado despercebido pelas famílias é o desenvolvimento precoce das meninas. O estímulo sexual pode levar o organismo a produzir fatores de liberação de hormônios sexuais que levarão ao desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Evidências dessa hipótese podem ser encontradas simplesmente analisando as notícias que aparecem em programas policiais em rádios e televisões, bem como em jornais e na própria Internet, nas quais aparecem descrições de casos onde meninas de nove ou dez anos apareceram grávidas após abusos sexuais constatados e com relações sexuais completas. Leia um caso aqui

Imagem de uma menina de 7 anos que sofreu violência sexual
Imagem de uma menina de 4 anos que sofreu violência sexual – necropsia
Imagem de uma menina de 4 anos que sofreu violência sexual – necropsia

 

Leia mais sobre abuso sexual:

 

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Referências

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  17. Berliner L, Elliot DM. Sexual abuse of children. In: Brier J, ed. The APSAC handbook on child maltreatment. Thousand Oaks, Calif.: Sage Publications, 1996.

 

0 comentário em “Abuso sexual”

  1. gente quando eu tinha 9 anos de idade fui abusada pelo meu primo aquele cafageste estragou com minha vida eu perdi toda minha juventude por causa dele eu digo pra vcs q tem crianças pequenas em casa ou adolecentes cuide bem deles pois se algum cafageste pegar ele(a) ira estragar com a vida dele(a) então eu digo mães e pais cuidem bem de seus filhos para q eles ñ tenho o mesmo trauma q eu ñ é facil lidar com essa cituação o abuso sexual e um causo muito grave depois q aconteceu ñ da para voltar atras e mudar por que oq foi foi mais tomen cuidado pq se acontecer vcs vão passar por varios problemas em escola,trabalho,etc…gente cuindem de seus filhos pq depois ñ adianta fazer nd pq oq foi foi como eu gostaria de voltar e mudar tudo as pessoas nem sempre são oq a gente pensa vc pode estar criando um animal demtro de casa mais melhor dizendo nem um animal teria coragem homens ou mulheres q abusam sexualmente de crianças eu só tenho uma coisa a dizer ve se vcs crecem e arangen alguem de seus tamanhos para fazer isso ñ vale a pena estragar a vida de uma crinça vão agarar vergonha na cara vcs precisão é de ajuda olha vê se leem meu comentario e por favor entrem em contato estou precisando de ajuda se tiver algum especialista no causo ta bom meu nome ñ vou endentificar mais eu tenho 13 anos de idade e morro na cidade de guaporé rio grande do sul muito obrigado por quem ler tchau bjs…

  2. Olá, pois depois de muito pesquisar, achei esse site, bem mais esclarecedor e mais aprofundado no assunto. Bem, estou buscando esclarecimento, pois fiquei desconfiada de alguns fatos com bebezinho de 1 ano. Fazem pouco mais de 3 meses q está na creche, e faz mais ou menos 2 meses que no banho, ao fazer a higiene do seu penis, a fimose não tinha mais, ele resmungou e fui verificar e a fimose tinha se rompido, achei estranho, estava um pouquinho machucado,levei ao plantão médico e segundo o pediatra q atendeu, me disse q a fimose poderia ter se rompido sozinha, passei pomadinha por alguns dias e ficou bom. E agora, a cerca de 1 mes, ele ficou com o anus cercado de bolinhas (como se fossem espinhazinhas)e logo se alastrou para saquinho, penis e virilha,levei ao pediatra e disse q era um fungo, deu pomada p candida e tambem logo sumiu.Depois disso ele vem fazendo um escandalo na hora da troca de fralda, tanto em casa quanto em relato das professoras da creche e comecei a juntar peças que de verdade não gostaria de montar um quebra cabeças, mas venho buscar esclarecimentos. Fico grata pela atenção.

    1. Realmente há um quadro esquizito, mas pode ser algum tipo de dor atípica, desconforto ou até uma alergia à fralda que não aparece. A única maneira de se verificar se há algum abuso ou alguém abusando, no caso de crianças desta idade é o flagrante ou então um exame físico muito bem feito, mas neste caso, onde deverá haver perícia, esta só se procederá mediante queixa formal em delegacia de polícia, inquérito policial, denúncia do delegado ao ministério público com aceite desta pelo pelo ministério público, indiciamento e mandado de juíz de direito. É um caso complicado o seu. Não existe outra maneira, neste caso, de descobrir, senão o flagrante ou então quando houver uma lesão muito evidente. Tente colocar câmeras em lugares que você desconfie que aconteça o abuso.

  3. Gente. Tô chocada com tamanha crueldade! Quando criança, sofri tentativa de abuso sexual por um tio, porém sempre fui esperta e quando ele tentou algo, perguntei se ele estava ficando doido, graças a uma tia que desde quando eu era bem pequenina ela teria me alertado sobre a maldade no mundo..
    Hoje sou casada e tenho um filhinho de 1 ano e 3 meses, depois do que vi aqui, abracei bem forte meu filhinho.

  4. SOU PROMOTORA DE JUSTIÇA NO ESTADO DE GOIÁS E, INFELIZMENTE, NA MINHA ATUAÇÃO PROFISSIONAL DEPARO-ME COM MUITOS CASOS DE ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS/ADOLESCENTES.

    NÃO TENHO FORMAÇÃO NA ÁREA DA MEDICINA, MAS PROCURO ME INFORMAR, POIS NESSES CASOS TENHO QUE ANALISAR OS LAUDOS MÉDICOS PARA FORMAR MINHA CONVICÇÃO.

    TENHO UMA GRANDE DÚVIDA: EXISTE ALGUMA LIGAÇÃO ENTRE A LOCALIZAÇÃO DA LESÃO (MARCADOR DE RELÓGIO) E A CONCLUSÃO DE QUE A PENETRAÇÃO FOI CONSENSUAL? FAÇO ESSA PERGUNTO PORQUE JÁ OUVI DIZEREM QUE A DEPENDER DA LOCALIZAÇÃO DA LESÃO NO HIMEN OU NO ÓSTIO VAGINAL, PODE-SE CONCLUIR QUE A PENETRAÇÃO FOI FORÇADA OU FOI CONSENSUAL.

    ATT.

    RENATA DANTAS

    1. Doutora:
      A localização da lesão ou do ponto de ruptura pode estar relacionado com a posição e com o ângulo da penetração. Uma penetração em decúbito dorsal e com a vítima relaxada produzirá, NA MAIORIA DOS CASOS – isso não é regra absoluta, lesão em uma determinada posição, enquanto uma penetração forçada com a vítima se debatendo ou tensa, produzirá lesão em outras posições e até mais de uma lesão. Por isso, muitos peritos e ginecologistas não-peritos tendem a relacionar o achado à vontade ou não da vítima na consumação do ato. Penso que, qualquer que seja o caso, deve-se avaliar primeiramente a idade da vítima e a legislação em vigor. Um adulto ou mesmo adolescente que tome uma atitude desse tipo, independente de consentimento ou não, deve ter em mente que, no caso de crianças ou menores de idade, estará incorrendo em crime, de acordo com a legislação em vigor. Muitos abusos parecem ter consentimento da vítima, mas quando se trata de criança, a maioria esmagadora dos casos no qual o ato sexual foi consentido, este foi movido por curiosidade e o consentimento obtido mediante deturpação da verdade ou usando de argumentos falsos, como por exemplo, chantagem emocional.

  5. Afffff, ao menos o filha da puta poderia ter cortado as unhas e lavado as mãos antes de fazer o exame ginecológico…

    Puta sitezinho mobral mesmo…

    1. Se você achou o site muito fraco ou de baixo, nível, o que você está fazendo aqui? Procure algo do seu nível. Pelo que vi neste site, o objetivo é informar de maneira clara e precisa o que se passa e o que investigar em caso de suspeita de abusos.

      1. Pessoal:
        Vamos deixar as “rusgas” de lado. As imagens foram tiradas de livros didáticos da área médica e se tem erros nos procedimentos, não é responsabilidade dos editores deste domínio.
        Vocês podem ver pelos comentários que o objetivo deste artigo e deste domínio está sendo atingido.
        Por favor, vão discutir em outro lugar.

  6. ele tem apenas 2 anos e ainda n sabe contar ..falar frases compridas….o comportamento dele esta cada vez mais estranho..sempre gostou d tomar banho e agora faz um escandalo pq n quer tomar..nem escovar dente..e voltou a fazer xixi na calça..pensei em prcurar um psicologo ou um advogado….alguem q possa me ajudar a descobrir….qdo ele reclama d dodoi no bumbum pergunto quem fez o dodoi e ele falou o nome de uma pessoa desconfio….o que vc acha q devo fazer?

    1. kamila:
      Leve-o a um psicólogo, mas existe uma maneira de se desconfiar de alguém, mas que não é nada precisa ou segura: se a criança começa a sentir medo e a chorar quando chega perto de alguma pessoa específica. Isso não é um parâmetro confiável, pois crianças pequenas costumam rejeitar pessoas apenas por tê-las assustado com um grito ou com algum movimento brusco, ou mesmo por não ter lhe dado algo que ela queria. A melhor maneira, ainda, é a confissão da criança e no seu caso, isso é difícil. Tente usar os artifícios que os pais desconfiados das babás que espancam seu fllhos usam: instale alguma câmera. É o único modo seguro e juridicamente aceito como prova, de se descobrir um abuso sexual ou então procure um psicólogo.

  7. de anguns meses pra ca o meu filho anda mto nervoso, agressivo e chorao. constantemente ele reclama de dor no bumbum, fala q tem dodói mas quando olho n tem nada. gostaria de saber se existe algum tipo de exame para saber c houve abuso sexual??

    1. Kamila:
      Não há nenhum exame que comprove um abuso sem que haja uma lesão evidente, mas nesse caso, haveria sangramentos e outras consequências e sinais visíveis. A única maneira de descobrir, nesse caso, é se a criança contar o que aconteceu.

  8. estou desconfiada q o meu filho de dois anos esta sendo abusado sexualmente, pois qdo ele dorme o anus abre muito…e ele tbm fez coco com sangue…o medico falou q n tem nenhum sinal de abuso mais mesmo assim continuo desconfiada e n sei o q fazer …

    1. kamila:
      Anus que se abre quando a criança dorme não é sinal de violência, muito menos sangramento ao evacuar. Crianças com obstipação intestinal costumam apresentar sangue nas fezes e algumas parasitoses intestinais provocam sangramento. O principal sintoma de abuso é mudança abrupta no comportamento com agressividade, medo exagerado, rejeição à pessoas (geralmente o(s) abusador(es)), falta de apetite.

    1. Nerivaldo:
      Em que eu posso te ajudar?
      Esse post é informativo e serve apenas como um guia e também como alerta para as mães. Não tem finalidade diagnóstica e muito menos forense.

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